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Como o time campeão da Libertadores de 98 foi montado e como pode ser aplicado em 2020

A reprise da final da Libertadores de 1998 pela TV Globo emocionou e empolgou os torcedores vascaínos pelo mundo todo. O time é considerado um dos melhores da história do clube, mas engana-se quem pensa que este elenco foi montado através de contratações milionárias. 

Vale ressaltar também que o futebol há 22 anos era bastante diferente, com muito menos dinheiro envolvido no processo, mas boa parte do elenco eram jogadores trazidos como uma aposta do clube, grandes craques vindos da divisão de base e jogadores experientes que deram um grande apoio para que os mais jovens pudessem desenvolver todo o seu potencial. Vamos listar e detalhar a origem o time titular e jogadores que mais entravam durante os jogos do elenco campeão:

Goleiros: Carlos Germano, Marcio e Caetano. Todos vindos da base.

Defesa: Vítor, Válber, Odvan, Mauro Galvão, Alex Pinho e Felipe. Vítor veio emprestado do Cruzeiro, após ser campeão da Libertadores em 1997; Válber chegou ao Vasco em 1997, saindo do São Paulo após um Brasileiro ruim em 96; Odvan chegou ao Vasco em 97 após bom Campeonato Carioca pelo Americano; Mauro Galvão chegou também após o Carioca de 97, tinha assinado um pré-contrato com o Vasco perto do fim do contrato com o Grêmio e chegou cercado de desconfiança pela sua idade, 36 anos; Alex Pinho e Felipe eram jogadores da base do Vasco.

Meio-campo: Luisinho, Nasa, Juninho, Pedrinho, Ramon, Vágner. Na sua terceira passagem pelo clube, Luisinho estava no clube desde 1995, após sair do Corinthians; Nasa foi contratado em 1997 após um bom Carioca pelo Madureira; Juninho chegou ao Vasco em 1995, vindo do Sport como uma aposta para o futuro, se firmando como titular em 1997; Pedrinho era jogador da base do Vasco, subiu para o profissional em 1996 junto com Felipe; Ramon foi contratado junto ao Bayer Leverkusen, atual time de Paulinho, em 1996 e foi uma das principais contratações do clube neste ano junto com Edmundo; Vágner veio de empréstimo da Roma, após não ser muito utilizado.

Ataque: Mauricinho, Richardson, Luizão e Donizete. Já em fim de carreira, Mauricinho também estava na terceira passagem pelo clube, vindo do Botafogo; Richardson era um jogador da base do Vasco, retornou em 98 de empréstimo para o América-RN; Luizão chegou ao Vasco em 98 vindo por empréstimo junto ao Deportivo La Coruña; Donizete também chega em 98, após ser indicado por Edmundo como seu substituto e o Vasco ter passado à frente do Flamengo numa negociação direta com o jogador.


O time titular na final da Libertadores no Equador foi: Carlos Germano, Vágner, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Nasa, Luisinho, Juninho e Pedrinho; Donizete e Luizão. Podemos ver que muitos dos jogadores do time titular chegaram ao Vasco não como contratações que poderiam ser consideradas bombásticas, sendo exceções de Donizete e Luizão. Vale ressaltar que o clube tinha acabado de ser campeão brasileiro e vender Edmundo, portanto muito dinheiro havia entrado recentemente. Porém, grande parte do elenco era formado por jogadores que já estavam no clube há alguns anos, muitos vindos da base ou como aposta, e contratações feitas apenas por grandes perdas de Edmundo e Evair.

Já em 2020, o Vasco vive situação financeira muito diferente, não sendo possível fazer nenhum investimento em contratação de jogadores e, todo dinheiro que entra, vai direto para pagamento de salários atrasados e dívidas. Porém, isto não significa que o clube não possa ter elencos mais competitivos que atualmente. O clube tem um time base que já joga junto há algum tempo e bons nomes subindo da base. É necessário uma melhor análise nas contratações de apostas, evitando jogadores que não te entregam resultado dentro de campo, que sejam caros para o pouco que oferece ou que o físico já não permite mais competir em alto nível.

Por: Rick de Castro

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