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Campello, sobre a volta do futebol sem torcida: "Melhor do que esperar mais"

Em conversa com o jornal O Globo, o presidente do Vasco da Gama, Alexandre Campello, condiciona volta do futebol mediante aprovação das autoridades.

Não há previsão do momento em que a bola vai voltar a rolar no Brasil, os dirigentes torcem para que isso aconteça o quanto antes, mesmo que as partidas aconteçam sob portões fechados.

Atualmente as receitas de bilheteria representam uma pequena parte da renda bruta dos clubes e com a volta dos jogos, sem torcida nos estádios, os prejuízos serão menores. Ao aceitar a retomada dos jogos mesmo sem torcida, por algumas rodadas, contratos mais rentáveis seriam cumpridos.

- Embora perca algo de bilheteria, você não perderia receitas de direitos de transmissão, de patrocinadores. Isso acaba tendo um peso ainda maior. É uma discussão clara. Todo mundo entende que deve voltar quando houver aval das autoridades sanitárias. E poderá ser sem torcida. Se os órgãos disserem que existe segurança para voltar sem público, que voltemos. Melhor do que esperar mais - disse o presidente do Vasco, Alexandre Campello.


Campello, sobre a volta do futebol sem torcida: "Melhor do que esperar mais"

Efeito nas finanças

Somadas, as receitas de patrocínio e direitos de transmissão (que trazem a reboque a parcela relacionada ao desempenho no Brasileirão) representam, em média, quase a metade (48%) da arrecadação dos principais clubes. O percentual varia dependendo da venda robusta de algum jogador, como foi o caso do Santos, com a negociação de Rodrygo ao Real Madrid (R$ 172,4 milhões).

No caso dos patrocinadores, a ausência de exposição coloca em xeque a viabilidade da parceria. No Rio, o Azeite Royal deixou os quatro grandes. O São Paulo, ao menos, renovou o patrocínio master com o Banco Inter até dezembro.

- Toda competição tem alguma empresa que promove e transmite os jogos. Bilheteria é importante, mas nós temos contratos - afirma Robinson de Castro, presidente do Ceará.

Os clubes discutem a hipótese de que os jogos sem torcida não sejam do Brasileirão, a depender do tempo em que durar a pandemia. Clubes e Federações querem encerrar os estaduais, mesmo sem torcida. A Copa do Brasil também seria afetada pois também teria seus jogos sob portões fechados. Por ora, qualquer afirmação é relativa, uma vez que o país tem enfrentado diferentes níveis de evolução do coronavírus.

Por: Lucas Rodrigues

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